Espírito Crítico - Blog da KINGPIN BOOKS

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Amadora 2009 – Eu contribuí. E vocês?

Terminou o Amadora BD deste ano. Com todas as condicionantes e cortes orçamentais anunciados, e perante o espectro (eterno, diria) da crise, acabou por ser uma agradável surpresa. Foi um evento participado, animado, com um feeling refrescante e um salutar ambiente de renovação com muitos autores novos e muita gente nova. Muito se tem já dito e escrito sobre o evento, desde análises sérias e ponderadas, aos habituais muros de lamentações de quem muito exige e pouco faz.

Justiça reposta
O festival tem defeitos? É óbvio que tem, caso contrário não se gastariam centenas de linhas a falar deles, em blogues e afins. Mas é, inequivocamente, o único festival de verdadeira dimensão nacional e internacional, o único que atrai verdadeiro público, o único que justifica investimentos editoriais, o único que justifica o investimento do (muito) tempo gasto na sua preparação e participação. Depois, o festival é vítima de duas das piores características do povo português, se quisermos acreditar em tais atavismos: o nacional-porreirismo e a, aparentemente oposta, maledicência militante. Se por um lado se adoram os elogios vácuos, as palmadinhas nas costas, os incentivos hipócritas e o culto da mediocridade, por outro cultiva-se o negativismo fácil, mal informado e bastas vezes infundado. Mas experimentem ler as opiniões dos autores estrangeiros que nos visitam; experimentem ver as fotos de outros eventos análogos que se realizam no estrangeiro. Chegarão facilmente à conclusão que poucos serão os eventos do género que cheguem, sequer, aos calcanhares do Amadora BD, nomeadamente no cuidado cénico do espaço, na cenografia das exposições, nas honrarias com que recebe os seus autores convidados, nomeadamente os que vêm de fora. É fácil dizer-se mal do festival quando as únicas realidades que se conhecem, ou se julga conhecerem, são as de Angoulême ou das mega-convenções americanas. E mesmo estas últimas não passam de espaços glorificados de vendas e encontro de fãs, negando por completo a celebração da BD enquanto forma de arte, através das exposições de originais comuns nos melhores certames europeus.

A localização
Quanto ao espaço, o mais relevante é não continuarem a suspirar pela Fábrica da Cultura porque isso foi chão que deu uvas cujo mosto secou há 9 anos. A fábrica apodreceu, a câmara não a reabilita, ponto final. Escusamos de passar a vida com o eterno saudosimo português do “antes é que era”. Já vamos em 4 anos consecutivos de Fórum Luís de Camões e o espaço é perfeitamente adequado às necessidades e dimensões do festival. O estacionamento é escasso? E por acaso na Fábrica da Cultura era melhor? A grande mais-valia da fábrica era o impressionante pé-direito que permitia erigir uma espécie de 2º piso em estruturas de andaimes. Só que consta que essas mesmas estruturas comiam boa parte do orçamento, em tempo de vacas gordas, pelo que é fácil de prever que seriam proibitivas no presente.

A renovação
Depois, fala-se constantemente da necessidade de renovação do festival, como se isso fosse algo que tivesse de ser feito apenas de x em x anos. Não! A renovação do festival, quer da organização quer dos restantes agentes intervenientes, tem de ser anual, tem de ser permanente. A velocidade de mutação dos gostos (pelos menos dos visitantes mais jovens e escuso de explicar porque é que o futuro de qualquer evento passa por eles), a constante renovação gráfica e aparecimento de novos autores não se compadece com mini-revoluções periódicas, como se de um simples botão de shift de tratasse. Essa evolução tem de ser contínua, feita a cada ano, muitas vezes, se calhar, de forma até quase imperceptível para os menos atentos. Deus (ou será o diabo?) está nos pormenores, e passa muito por aí os incrementos de qualidade que urge fazer; mas que urge fazer sempre, todos os anos, e não apenas a cada 5 ou 10 anos.

A principal crítica
Ponto assente, e principal crítica que faço à organização: é raro o ano em que não se melhore alguma coisa, mas que, fatalmente, não se piore significativamente outra. Exemplos maiores: a área comercial e a zona de autógrafos. No ano passado, tivemos uma das melhores áreas comerciais de sempre, em espaço aberto, ao redor de uma praça central desafogada; em contrapartida, os autores foram enfiados numa pseudo-nave espacial feita à medida de anõezinhos de jardim (se eu me sentia enclausurado, não quero imaginar o pobre João Mascarenhas, que tem mais 27cm que eu…). Chegamos ao corrente ano de 2009 e voltamos a um modelo adequado para a zona de autógrafos, mas eis que a área comercial regride de forma absurda e inexplicável, fazendo lembrar o ano negro de 2005. Voltam as traves inúteis e bloqueadores da visão, volta o calor, volta a pintura a negro do interior dos stands, volta com isso a falta de luz. A melhor arquitectura, o melhor design, são sempre aqueles que melhor servem a funcionalidade, sem descurar, obviamente, o sentido estético da coisa. Colocar traves estilo pilar em frente aos stands ou pintar o interior destes de preto, impedido qualquer propagação eficiente da luz, revela total ignorância funcional ou comercial, total falta de senso comum, em suma, falta de competência profissional naquilo que deve ser o trabalho de um arquitecto ou designer. Em resumo, é estúpido! E eu adoro preto, atenção; mas há uma diferença abismal entre apontamentos a preto e paredes varridas a preto.

O balanço comercial
Quer com isto dizer que as vendas foram más, uma catástrofe? Não, bem pelo contrário. Pela parte que me toca, 2009 foi o melhor ano de sempre do ponto de vista comercial. Assumo sem rodeios que não previa isto ao chegar na primeira 6ª feira, dia da inauguração, e deparar-me com a área comercial e, em particular, com o espaço que me estava destinado. Aliás, quem estava ali por perto (e talvez até outros não tão perto assim) ter-me-á ouvido decerto berrar alto e bom som e proferir uma série de impropérios com direito a bolinha vermelha. Mas baixei os braços? Resignei-me a um destino negro e irreversível, leia-se a fracas vendas? Não. Olhei para aquela “coisa” e procurei a melhor forma de potenciar o espaço e de minorar as perdas, que acabaram por nem ocorrer, bem pelo contrário. Teria sido mais fácil ir para a net queixar-me da organização e do mundo, e decretar o princípio do fim do festival, ou encolher os ombros e continuar sossegadinho atrás do meu balcão, à espera que qualquer Godot se dignasse a aparecer. Critiquem o que tiverem de criticar, reclamem com quem de direito, mas façam-no com autoridade moral para tal. Não olhem só para o umbigo dos outros; experimentem espreitar o vosso e talvez percebam que, afinal, há coisas que se começam a construir “em casa” e que não cabe à organização de um festival fazer por vós.

Os convites a autores estrangeiros
E quanto aos autores estrangeiros ou à pouca abundância deles? É certo que, idealmente, caberia à organização convidá-los antecipadamente ou pedir sugestões de nomes a editores e livreiros. Mas já que não o faz, por inércia ou por desconhecimento, porque não tomam certos editores e livreiros eles próprios a iniciativa, ao invés de estarem à espera de serem sempre os mesmos dois (ou três, na melhor das hipóteses) a fazê-lo? Se cada editor/livreiro convidasse ou sugerisse anualmente à organização 3 ou 4 nomes, imaginem a qualidade do cartaz que teríamos para o evento. E um melhor cartaz traria inevitavelmente mais visitantes, mais notoriedade e, logo, mais vendas. Com a disseminação de blogues, sites, redes sociais e quejandos, é fácil e rápido entrar em contacto com parte significativa dos autores profissionais que trabalham nos mercados internacionais. Tomem a iniciativa. Não se limitem a criticar, não se limitem a esperarem sentados.

As outras iniciativas
E quem fala em convites a autores, fala naturalmente noutra iniciativas. A organização disponibiliza um auditório, um palco, uma área de workshops, uma área infantil. Usem-nos! Puxem pela imaginação e tornem o festival num local cada vez mais interactivo, cada vez mais interessante para novos visitantes, em vez de se passar o resto da vida a agradar aos convertidos do costume.

Os Prémios Nacionais de BD
Outro ponto a criticar no festival é o modelo de atribuição dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada, em particular devido ao modelo anacrónico e desajustado da votação. Já que as nomeações são feita por um júri seleccionado e que tem acesso em pé de igualdade a todos os livros a concurso, porque não adoptar um modelo semelhante, mais alargado, para a atribuição final dos vencedores? Uma espécie de Grande Júri, composto por 15 ou 20 pessoas, que tivesse acesso atempado aos livros nomeados e pudesse assim decidir em consciência, em função da qualidade real das obras, e não apenas com base na notoriedade dos nomes envolvidos. O sistema actual por votação postal, aliado à parca distribuição de parte sinificativa dos livros nomeados, é extremamente dissuasor do acto de votação, olhado com desinteresse e quase como um fardo para quem recebe em casa a cartinha da praxe com a lista dos nomeados.

Casos perdidos
A descentralização do festival é uma aposta política que parece imutável. Não funciona, mas quanto a isso muito, e bem, já foi dito, pelo que não vale a pena bater mais nesse ceguinho. Outros ceguinhos há, porém, que não se livram da sova (e perdoem-me o mau gosto do trocadilho) como o eterno, indesculpável e inqualificável atraso no catálogo e no programa do festival. Que ocorra num ano, desculpa-se; que ocorra sistematicamente, é puro desleixo. Tal como insistir em sessões de autógrafos marcadas para as 15h, quando o festival ainda está às moscas e, sobretudo, quando os autores estrangeiros ainda estão envolvidos em almoços oferecidos… pela organização. Lá está, detalhes; e estes seriam tão simples de resolver. Em prol do festival, em prol dos autores, em prol dos visitantes. Que venha o próximo. Que seja ainda melhor. Eu vou fazer por isso. E vocês?

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

MUCHA e TX COMICS - Preview Oficial

«TX COMICS»

Argumento e arte de Cameron Stewart,
Karl Kerschl e Ramón Pérez.
Tradução de Mário Freitas.

Outrora conhecido como Transmission-X, TX COMICS é o colectivo online canadiano de ilustradores profissionais, do qual fazem parte, entre outros , Cameron Stewart, Karl Kerschl e Ramón Pérez. Reconhecendo a internet como fonte principal de arte e entretenimento, e movidos pela ambição de produzir obras pessoais e inovadoras, livres de restrições comerciais ou editoriais, os multi-premiados artistas têm produzido alguns dos melhores webcomics produzidos em exclusivo para a net.

SIN TITULO, de Cameron Stewart

Um thriller semi-autobiográfico sobre sonhos, a família e a memória. Vasculhando os pertences pessoais do seu falecido avô, Alex Mackay descobre uma fotografia de uma jovem mulher enigmática. Obcecado com a descoberta da identidade da mulher, Alex é arrastado para um submundo surreal e perigoso que estará, de alguma forma, ligado a um acontecimento perturbante da sua infância e a um misterioso sonho recorrente.

O ABOMINÁVEL CHARLES CHRISTOPHER, de Karl Kerschl

Um Yeti bondoso, mas apetetado, que busca o seu lugar entre as coloridas criaturas de uma floresta mística, é encarregue de uma missão primordial que poderá estar muito além das suas faculdades. E quem é Charles Christopher, na realidade? De onde veio e para onde vai? Ele sabe tanto quanto nós - provavelmente até menos - e a sua aventura ainda mal começou.

KUKUBURI, de Ramon Pérez

Na pujante Big City, a rotina de Nadia como entregadora é quebrada, um dia, quando ela atravessa o que aparenta ser um vulgar portão e vai parar a outra realidade. À medida que deambula por este novo mundo em busca de respostas, na companhia da sua consciência crítica, o bizarro Senhor Bojungles, Nadia vai conhecendo os seus estranhos habitantes e descobre que nem tudo é tão belo quanto parecia...

72 Páginas, cor.
12,95EUR.

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«MUCHA»

Uma história de David Soares ilustrada por Osvaldo Medina e Mário Freitas.

«Acho que as moscas somos nós.»

O horror está a chegar à aldeia e as coisas não voltarão a ser como dantes.

6 anos depois de A Última Grande Sala de Cinema, “Mucha” marca o tão aguardado regresso à BD do romancista David Soares (Lisboa Triunfante, A Conspiração dos Antepassados), numa história de horror intimista, subversiva e inteligente, bem reveladora da voz autoral ímpar que define a obra do erudito autor.

Baseada na premissa da peça surrealista Rhinocéros, de Eugène Ionesco, “Mucha” é uma extravagância visceral sobre a ameaça de desumanização que pende sobre a cabeça de Rusalka, uma camponesa que se vê, de um dia para o outro, imergida num mundo que insiste em ser uniforme, perigoso e destituído de qualidades.

Ilustrado por Osvaldo Medina (A Fórmula da Felicidade) e Mário Freitas (Super Pig) num estilo negro singular que recupera o expressionismo gótico das bandas desenhadas clássicas de horror, “Mucha” apresenta cenas de cortar a respiração, pautadas por um ritmo frenético que não deixará nenhum leitor indiferente; ou doravante tranquilo perante uma simples mosca.

“Contundente como uma pá que tanto serve de arma de defesa como de abertura do último descanso.” (Pedro Vieira de Moura, da Introdução)

36 Páginas, preto e branco.
8,95EUR.

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

A Kingpin Books no BD Amadora 09

Dando seguimento à longa escalada iniciada já há 10 anos, a Kingpin Books marcará este ano forte presença no Festival de BD da Amadora, que decorrerá de 23 de Outubro a 8 de Novembro no Fórum Luís de Camões, na Brandoa.

Assim, contribuímos para a presença, no 1º fim-de-semana do Festival, de 4 autores estrangeiros de BD, nomeadamente os canadianos Cameron Stewart, Karl Kerschl e Ramón Pérez, e o norte-americano CB Cebulski, argumentista e editor da Marvel Comics.

Juntando-se ao já nosso bem conhecido Cameron Stewart - notabilizado pelas suas colaborações com Grant Morrison em Seaguy, Seven Soldiers e, brevemente, no campeão de vendas Batman and Robin - chegam os seus colegas de estúdio e do colectivo TX Comics (onde se encontram provavelmente os melhores webcomics do planeta), Karl Kerschl (acabadinho de terminar as suas histórias do Flash no inovador Wednesday Comics) e Ramón Pérez, um dos artistas da recente mini-série da Marvel NYX: No Way Home, e com projectos em carteira para a Wildstorm e a Dark Horse.

A vinda a Portugal dos 4 canadianos será acompanhada por uma edição em papel, a primeira em todo o mundo, de uma selecção dos seus webcomics, naquela que será a primeira edição traduzida a publicar pela Kingpin Books. Em paralelo com a exposição colectiva patente no espaço do festival e que se debruçará em exclusivo nos webcomics, decorrerá outra exposição, aqui na Kingpin Books, com o material mais mainstream dos 3 autores canadiados, com grande destaque para a capa e páginas interiores de Batman and Robin 8, com publicação prevista apenas para Fevereiro de 2010. Para além da presença no festival nos dias 24 e 25 de Outubro, os 3 autores estarão na Kingpin Books no dia 28, em hora a definir, para uma sessão especial de autógrafos e convívio com os seus fãs, não sendo de excluir a possibilidade de uma Master Class na sala de Workshops.

Quanto a CB Cebulski, é especialmente conhecido como o editor caça-talentos da Marvel e como argumentista das séries Spider-Man: Fairy Tales e Avengers: Fairy Tales, onde colaborou com os portugueses Ricardo Tércio, João Lemos e Nuno Plati. À margem do festival, a Kingpin Books agendou já uma Master Class com o autor americano marcada para dia 22, 5ª feira, véspera da inauguração do festival, aqui na loja. CB Cebulski partilhará a sua experiência como autor e editor, e dará dicas inestimáveis aos aspirantes a autores sobre a melhor forma de progredirem na carreira e a melhor forma de apresentarem um portfólio profissional de qualidade.

Mas nem só de autores estrangeiros, bem pelo contrário, se faz a nossa presença no BD Amadora deste ano. Assim, a lançar igualmente no 1º sábado do evento, Mucha marca o regresso à BD do notável romancista David Soares, num álbum de puro horror desenhado pelo Osvaldo Medina e arte-finalizado por mim próprio. E falar do cada vez mais omnipresente Osvaldo Medina é falar, naturalmente, de A Fórmula da Felicidade vol.1, a história saída da mente do argumentista Nuno Duarte e nomeada para as 3 principais categorias dos Prémios Nacionais de BD. Os originais de A Fórmula da Felicidade e de Mucha terão direito a uma exposição exclusiva no Festival, onde conto poderem ver uma mosca gigante em 3D, a estrela da cenografia da exposição.

Para além do lançamento e apresentação dos dois novos livros e das habituais sessões de autógrafos com os autores envolvidos, levantarei um pouco o véu do que serão as novidades editoriais da Kingpin Books para 2010, com destaque imediato para o 2º e último volume da Fórmula, logo no início do ano, e para os regressos do Super Pig, com "O Impaciente Inglês" e do C.A.O.S., com "Agentes do CAOS". Mais um ano em grande em perspectiva e prometo não ficarmos por aí.

Por ora é tudo. Mais detalhes e outras notícias em breve.
Conto convosco!

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

Kingpin Books na ANIPOP 2009

Decorrerá entre os dias 2 e 4 de Outubro a edição deste ano da ANIPOP, o mais concorrido e prestigiado evento de manga, anime e cosplay em Portugal. A edição deste ano terá lugar no Fórum Lisboa, na Av.Roma, a escassos 12 minutos a pé da Kingpin Books. Aqui fica uma planta de localização, com indicação destacada do local do evento e da nossa loja:

Estaremos naturalmente presentes com um stand cheio de novidades e deixo-vos já aqui com uma pequena amostra do que lá poderão encontrar:

Poderão consultar o programa completo de actividades no site do evento.

Conto com a vossa visita.

Terça-feira, Agosto 18, 2009

"A Fórmula da Felicidade vol.1" no Jornal de Letras...

...e ainda um pequeno teaser.

O primeiro volume da "Fórmula da Felicidade" foi objecto a semana passada de uma excelente crítica (quer na qualidade analítica quer na valoração da obra em si) no Jornal de Letras, num texto da autoria de João Ramalho Santos. Basta clicarem nas imagens para ampliá-las, como é hábito:

Entretanto... e isto, o que será?

Quinta-feira, Agosto 13, 2009

Tara nos autógrafos

Tal como prometido, aqui ficam então as fotos tiradas durante a concorrida sessão de autógrafos de Tara McPherson aqui na loja. Agradeço mais uma vez a todos os presentes e deixo aqui enfim a tal nota sobre os "ausentes" a quem aludi no post anterior.

Quem foram esses ausentes? Muito simplesmente a comunicação social. A miserável (salvo honrosas excepções) comunicação social deste país e o miserável espaço que (não) dedica à BD ou a algo com ela relacionado. Depois, aqueles que dedicam preferem antes falar de efemérides bafientas ou irrelevantes, relacionadas com autores de teor equivalente, em detrimento de artistas actuais e marcantes na cena internacional. Pelos vistos, Tara McPherson, uma artista conhecida e exposta nas maiores galerias de Nova Iorque, Barcelona e outras "pequenas" cidades, não é suficentemente boa, suficientemente grande para o "colosso" cultural que é o nosso país. Simplesmente lamentável. On with the show!

Segunda-feira, Julho 27, 2009

Tara McPherson: final de festa

Enquanto aguardo pelas fotos principais da sessão de autógrafos com a Tara McPherson aqui na loja, tiradas com a câmara da própria, aqui ficam algumas fotos dos momentos finais da tarde e do after hours que se seguiu. Aproveito desde já para agradecer a todos os inúmeros presentes a gentileza da comparência, embora me esteja a preparar para tecer algumas considerações menos simpáticos para com certo tipo de ausentes. Para breve.