
Quanto à sua escolha de artista, Ed falou bastante bem de Billy Tan, enaltecendo o salto qualitativo que a sua arte tinha tomado desde os dias de Marvel Knights Spider-Man.
E então, o que temos aqui em mãos hoje, agora que finalmente saiu o primeiro número da sua run?
Resumidamente, este é um número de set-up, que serviria perfeitamente como #0. O Xavier reúne uns quantos X-Men (e o Warpath, que assim se vê promovido à big league) e leva-os para o espaço. Claro que a história não é assim tão simplista. É uma sequela directa da mini-série Deadly Genesis, pegando nas temáticas da vingança do Vulcan contra os Shiar e dos falhanços do Xavier, mas tem também resquícios das recentes desventuras da Polaris como Cavaleira do Apocalypse. É assim tipo pot-pourri. Contudo, não é díficil de apanhar, e nenhum leitor se sentirá perdido.
A história é simplista, mas com bons pormenores e, comparada com os anteriores Claremontianismos, bastante new-reader friendly. É refrescante, diga-se já, ver que Brubaker tenciona levar estes seus X-Men para uma daquelas óperas cósmicas que eram antes o pão nosso de cada dia, e que tristemente tinham estado ausentes dos livros nestes últimos anos.
Quanto à arte, nota-se claramente que Tan é aluno da Top Cow. Adicionar o Danny Miki como arte-finalista foi uma boa escolha neste caso, e se juntarmos ainda Frank D'Armata como colorista é fácil notar realmente um salto na qualidade, comparado com os seus esforços anteriores. Se bem que também não era difícil. Mas s suas insuficiências como artista não podem ser escondidos. As caras são inconsistentes, mudando bastas vezes de painel para painel. E Tan é simplesmente incapaz de desenhar proporções. As suas personagens crescem ou diminuem 20 centímetros (pelo menos, e não estou a exagerar) sem mais nem menos. E a maneira como ele desenha o Beast é quase um insulto à elegância do Beast do Quitely. Alguns chamarão a isto picuinhices, mas para mim são os pormenores que distinguem os bons artistas dos artistas "tão mais ao menos".
Posso dizer que vou voltar para os próximos números, pois estou minimamente intrigado com o que está para acontecer, já para não falar que gosto sempre duma boa aventura no espaço.
Só espero é que o Billy Tan aprenda certas noções básicas de desenho entretanto...
Bruno Batista
Comentários
Note-se que a história, dentro da cronologia X-Men recente, é só incoerências. Aparentemente as guidelines actuais são: Prof. X is a dick, o Apocalypse voltou a fazer das suas com metade do staff, Rachel é uma cabra vingativa, e Vulcan também. Claro que nada disto os impede de ir em missão para o espaço durante DOZE NÚMEROS INTEIROS fazer a festa com os Shiar, aliás, só convida. E já agora: o Proudstar anda com adagas às costas? Gimme a break. E por falar em break, o Billy Tan faz uma pausa já no 477, porque é retardado.
Dito isto, amei o Deadly Genesis e apoio os retcons parvos que o Brubaker entender fazer.
Aliás, já proclamava aquela capa do Superaventuras Marvel "O PROFESSOR X É UM BABACA!"
Ou algo assim.
E o último nº de Deadly Genesis mostra que com esforço o grande Ed consegue escrever tão mal como o Bendis actual.
Será que Brubaker é o novo tarefeiro Marvel? Garantidamente.